
Toda empresa possui informações importantes. Contratos, propostas, planilhas financeiras, documentos de RH, dados de clientes, relatórios internos, senhas, sistemas, e-mails, arquivos em nuvem e pastas compartilhadas fazem parte da rotina.
O problema é que muitas empresas não sabem exatamente quem tem acesso a tudo isso.
Um colaborador muda de setor, mas continua acessando pastas antigas. Um ex-funcionário sai, mas permanece em grupos. Um fornecedor recebe acesso temporário e ninguém remove depois. Uma pasta do financeiro fica liberada para pessoas que não precisam. Um arquivo sensível é compartilhado por link aberto. Um usuário comum tem permissão administrativa. Um sistema interno usa senha compartilhada entre várias pessoas.
Essas situações podem parecer detalhes, mas representam riscos reais.
Controlar quem acessa arquivos, sistemas e dados da empresa é uma das bases da segurança digital. Sem esse controle, a empresa pode sofrer vazamento de informações, perda de dados, alterações indevidas, fraudes, golpes, problemas de conformidade e dificuldade para identificar responsabilidades.
Neste artigo, você vai entender por que o controle de acessos é tão importante, quais erros são comuns nas empresas e como organizar permissões de forma prática, segura e eficiente.
O que é controle de acessos?
Controle de acessos é o conjunto de regras, processos e ferramentas que definem quem pode acessar determinados arquivos, sistemas, pastas, dispositivos, dados e recursos da empresa.
Na prática, ele responde perguntas como:
- Quem pode acessar essa pasta?
- Quem pode editar esse documento?
- Quem pode visualizar dados financeiros?
- Quem pode entrar no sistema?
- Quem pode criar usuários?
- Quem pode acessar a VPN?
- Quem pode compartilhar arquivos externamente?
- Quem pode apagar documentos?
- Quem pode administrar o Microsoft 365?
- Quem pode acessar dados de clientes?
- Quem pode usar contas de fornecedores?
- Quem deve perder acesso após o desligamento?
Controlar acessos não é desconfiar da equipe. É proteger a empresa, os colaboradores, os clientes e a própria operação.
Acesso deve ser concedido com motivo, responsabilidade e revisão.
Por que controlar acessos é tão importante?
Porque acesso indevido pode causar problemas sérios.
Quando uma pessoa acessa algo que não deveria, a empresa fica exposta.
Isso pode gerar:
- Vazamento de informações;
- Alteração indevida de arquivos;
- Exclusão acidental de documentos;
- Uso indevido de dados;
- Fraudes internas;
- Golpes por e-mail;
- Compartilhamento errado;
- Dificuldade para rastrear ações;
- Exposição de dados de clientes;
- Problemas trabalhistas;
- Perda de confiança;
- Interrupção de processos;
- Risco em auditorias;
- Aumento do impacto em incidentes.
Muitas vezes, o acesso indevido não acontece por má intenção. Pode ser resultado de permissões antigas, falta de revisão ou desorganização.
Mesmo assim, o risco existe.
O princípio do menor privilégio
Uma das regras mais importantes de segurança é o princípio do menor privilégio.
Ele significa que cada pessoa deve ter acesso apenas ao que realmente precisa para exercer sua função.
Nada além disso.
Exemplos:
- O comercial não precisa acessar documentos internos do RH;
- O financeiro não precisa acessar arquivos técnicos que não fazem parte da rotina;
- Um colaborador novo não precisa receber acesso a todas as pastas da empresa;
- Um usuário comum não precisa ser administrador do computador;
- Um fornecedor não deve ter acesso permanente;
- Um estagiário não precisa acessar dados estratégicos;
- Um ex-colaborador não deve manter nenhum acesso ativo.
Quanto mais permissões desnecessárias existem, maior o risco.
Se uma conta for invadida, o invasor terá acesso ao que aquele usuário acessa. Por isso, limitar permissões também reduz o impacto de um incidente.
Acesso por função, não por pessoa
Uma boa prática é organizar acessos por função ou setor, não apenas por pessoa.
Em vez de liberar permissões manualmente para cada usuário, a empresa pode criar grupos.
Exemplos:
- Financeiro;
- RH;
- Comercial;
- Diretoria;
- Administrativo;
- Marketing;
- Operações;
- TI;
- Projetos;
- Atendimento;
- Todos os colaboradores.
Com grupos, a gestão fica mais simples.
Se uma pessoa entra no financeiro, ela entra no grupo financeiro. Se muda para outro setor, sai de um grupo e entra em outro. Se sai da empresa, é removida dos grupos.
Isso evita que permissões fiquem espalhadas e esquecidas.
Permissões individuais demais dificultam controle.
Mapeie os arquivos e sistemas da empresa
Antes de controlar acessos, a empresa precisa saber o que existe.
Faça um levantamento dos principais recursos:
- Pastas de rede;
- Servidores de arquivos;
- SharePoint;
- OneDrive;
- Google Drive;
- Sistemas internos;
- ERP;
- CRM;
- Sistema financeiro;
- E-mail corporativo;
- VPN;
- Aplicativos em nuvem;
- Softwares administrativos;
- Ferramentas de atendimento;
- Sistemas de backup;
- Contas de fornecedores;
- Dispositivos corporativos;
- Impressoras e scanners;
- Painéis de gestão.
Sem esse mapeamento, fica difícil saber onde estão os riscos.
A empresa não consegue controlar aquilo que não conhece.
Classifique informações por nível de sensibilidade
Nem todo arquivo precisa do mesmo nível de proteção.
Uma apresentação institucional pública não exige o mesmo cuidado que uma folha de pagamento, contrato, relatório financeiro ou base de clientes.
A empresa pode classificar informações em níveis simples:
Público
Informações que podem ser divulgadas sem risco, como materiais comerciais aprovados.
Interno
Informações usadas dentro da empresa, mas que não devem ser públicas.
Restrito
Informações acessadas apenas por setores específicos, como financeiro, RH ou diretoria.
Confidencial
Informações sensíveis, estratégicas, legais, financeiras ou de clientes, com acesso altamente controlado.
Essa classificação ajuda a decidir quem pode acessar, editar, compartilhar e armazenar cada tipo de documento.
Organize permissões por setor
Uma empresa organizada separa acessos por necessidade.
Exemplo de estrutura:
Financeiro
Acesso a contas a pagar, contas a receber, notas fiscais, relatórios financeiros e documentos bancários.
RH
Acesso a documentos de colaboradores, admissões, desligamentos, férias, políticas internas e dados pessoais.
Comercial
Acesso a propostas, contratos comerciais, materiais de venda, CRM e histórico de clientes.
Diretoria
Acesso a relatórios estratégicos, indicadores, decisões internas e documentos restritos.
Operação
Acesso a documentos técnicos, processos operacionais, cronogramas e registros de atendimento.
TI
Acesso técnico necessário para suporte, administração de sistemas, segurança e infraestrutura.
Essa separação reduz exposição desnecessária.
Cada setor acessa o que precisa.
Controle de arquivos no Microsoft 365
Empresas que usam Microsoft 365 precisam cuidar especialmente de SharePoint, Teams e OneDrive.
SharePoint
Deve ser usado para documentos corporativos, setores, bibliotecas e arquivos compartilhados da empresa.
O acesso precisa ser organizado por grupos e permissões.
Teams
Facilita colaboração, mas pode criar confusão se equipes e canais forem criados sem padrão.
Cada equipe deve ter donos, membros e finalidade clara.
OneDrive
É mais indicado para arquivos individuais de trabalho. Documentos corporativos importantes não devem ficar presos apenas ao OneDrive de uma pessoa.
Boas práticas no Microsoft 365:
- Usar MFA;
- Organizar grupos;
- Revisar convidados externos;
- Evitar links públicos;
- Controlar compartilhamentos;
- Remover ex-colaboradores;
- Revisar permissões em SharePoint;
- Evitar administradores desnecessários;
- Definir onde cada tipo de arquivo deve ficar.
Microsoft 365 sem governança vira risco.
Controle de arquivos no Google Workspace
Empresas que usam Google Workspace também precisam organizar acessos.
O Google Drive facilita o compartilhamento, mas isso pode gerar exposição se não houver regra.
Boas práticas:
- Organizar drives compartilhados por setor;
- Evitar arquivos importantes em contas pessoais;
- Controlar quem pode editar;
- Revisar links externos;
- Remover ex-colaboradores;
- Ativar MFA;
- Controlar grupos;
- Revisar administradores;
- Evitar compartilhamento público;
- Definir responsáveis por pastas;
- Revisar acessos temporários.
A nuvem facilita colaboração, mas exige controle.
Cuidado com links de compartilhamento
Links de compartilhamento são práticos, mas podem ser perigosos.
Muitas vezes, um usuário cria um link para “qualquer pessoa com o link” e envia para alguém. O problema é que esse link pode continuar ativo por muito tempo.
Se for encaminhado para outras pessoas, a empresa perde controle.
Regras importantes:
- Evitar links públicos;
- Preferir compartilhamento com pessoas específicas;
- Definir prazo para acessos temporários;
- Não compartilhar documentos sensíveis por link aberto;
- Revisar links antigos;
- Remover acessos após fim do projeto;
- Orientar colaboradores sobre riscos;
- Usar permissões de visualização quando não houver necessidade de edição.
Compartilhar rápido não pode significar perder controle.
Contas compartilhadas dificultam rastreabilidade
Contas compartilhadas são comuns em empresas, mas são um problema de segurança.
Exemplos:
- Um mesmo usuário para todos acessarem o sistema;
- Uma senha de e-mail usada por várias pessoas;
- Conta administrativa compartilhada;
- Login genérico para fornecedores;
- Senha de servidor conhecida por muitos;
- Usuário “financeiro” acessado por toda a equipe.
O problema é simples: se várias pessoas usam a mesma conta, a empresa não sabe quem fez determinada ação.
Isso dificulta auditoria, segurança e responsabilização.
Sempre que possível, cada colaborador deve ter sua própria conta, com permissões adequadas à função.
Identidade individual é fundamental para controle de acessos.
Controle de acesso a sistemas
Além dos arquivos, sistemas também precisam de controle.
Isso inclui:
- ERP;
- CRM;
- Sistema financeiro;
- Sistema de estoque;
- Sistema de chamados;
- Sistema de RH;
- Plataformas de vendas;
- Ferramentas de marketing;
- Painéis administrativos;
- Portais de fornecedores;
- Sistemas internos;
- Aplicações em nuvem.
Para cada sistema, a empresa deve saber:
- Quem tem acesso;
- Qual perfil cada usuário possui;
- Quem é administrador;
- Quem aprova novos acessos;
- Como remover usuários;
- Como revisar permissões;
- Se existe MFA;
- Se há logs de acesso;
- Se contas antigas continuam ativas;
- Se existem usuários genéricos.
Acesso a sistema não deve ser liberado apenas por mensagem informal.
Precisa ter aprovação e registro.
Controle de acesso a dados de clientes
Dados de clientes precisam de atenção especial.
Eles podem estar em propostas, contratos, e-mails, sistemas, planilhas, CRM, relatórios, tickets de suporte e arquivos compartilhados.
A empresa deve definir:
- Quem pode acessar dados de clientes;
- Quem pode exportar relatórios;
- Quem pode compartilhar informações;
- Onde esses dados são armazenados;
- Como são protegidos;
- Quem pode alterar cadastros;
- Como remover acessos antigos;
- Como registrar incidentes;
- Quais informações são realmente necessárias para cada setor.
Quanto mais pessoas acessam dados sensíveis sem necessidade, maior o risco.
Controle de acessos também é respeito ao cliente.
Controle de acesso a dados financeiros
Informações financeiras costumam ser altamente sensíveis.
Elas podem envolver:
- Contas a pagar;
- Contas a receber;
- Dados bancários;
- Folha de pagamento;
- Notas fiscais;
- Contratos;
- Relatórios de faturamento;
- Margens;
- Comissões;
- Informações de fornecedores;
- Aprovações de pagamento.
Esses dados não devem estar disponíveis para toda a empresa.
O acesso precisa ser restrito a pessoas autorizadas.
Também é importante evitar que solicitações financeiras sejam aprovadas apenas por e-mail ou WhatsApp sem validação.
Segurança financeira exige processo.
Controle de acesso a documentos de RH
Documentos de RH envolvem informações pessoais e sensíveis de colaboradores.
Exemplos:
- Documentos de admissão;
- Contratos de trabalho;
- Dados pessoais;
- Atestados;
- Avaliações;
- Informações salariais;
- Férias;
- Desligamentos;
- Advertências;
- Benefícios;
- Currículos;
- Processos seletivos.
Esses documentos precisam ficar em local restrito.
A empresa deve garantir que apenas pessoas autorizadas tenham acesso.
Também é importante revisar permissões quando alguém muda de função ou deixa o setor.
Controle de acesso remoto e VPN
Acesso remoto precisa de atenção.
Quando colaboradores, técnicos ou fornecedores acessam recursos da empresa fora do escritório, o risco aumenta.
Regras importantes:
- Liberar VPN apenas para quem precisa;
- Usar MFA sempre que possível;
- Definir quais recursos podem ser acessados;
- Evitar acesso amplo à rede;
- Remover acessos temporários;
- Revisar usuários com frequência;
- Registrar quem tem VPN;
- Controlar dispositivos usados;
- Bloquear contas antigas;
- Separar acessos administrativos.
VPN não deve ser uma porta aberta para toda a rede.
Ela deve seguir o princípio do menor privilégio.
Controle de acesso administrativo
Contas administrativas são críticas.
Elas podem criar usuários, alterar permissões, mudar configurações, acessar sistemas, instalar softwares e modificar ambientes.
Por isso, devem ser controladas com rigor.
Boas práticas:
- Ter poucos administradores;
- Usar MFA;
- Não compartilhar contas;
- Usar conta administrativa apenas quando necessário;
- Revisar permissões periodicamente;
- Remover administradores antigos;
- Registrar quem tem acesso;
- Separar conta comum de conta administrativa;
- Evitar permissões elevadas sem justificativa.
Um usuário comum não deve ser administrador sem necessidade.
Permissão administrativa aumenta o risco de incidentes.
Entrada de colaboradores: acesso certo desde o início
Quando um novo colaborador entra, os acessos precisam ser criados com padrão.
A empresa deve ter um checklist.
Exemplo:
- Criar e-mail corporativo;
- Definir licença;
- Configurar MFA;
- Adicionar aos grupos corretos;
- Liberar sistemas necessários;
- Preparar computador;
- Registrar equipamento;
- Liberar pastas do setor;
- Configurar Teams ou Google Workspace;
- Orientar sobre regras de segurança;
- Registrar quem aprovou os acessos.
O colaborador deve receber acesso de acordo com sua função, não por cópia do acesso de outra pessoa sem análise.
Copiar permissões pode replicar erros.
Mudança de função: acessos também precisam mudar
Quando alguém muda de setor ou cargo, os acessos precisam ser revisados.
Isso é muito esquecido.
Exemplo:
Um colaborador sai do financeiro e vai para o comercial. Ele recebe acesso aos materiais comerciais, mas continua com acesso a dados financeiros antigos.
Esse acúmulo de permissões é perigoso.
Toda mudança de função deve gerar revisão:
- Quais acessos devem ser mantidos?
- Quais devem ser removidos?
- Quais novos acessos são necessários?
- Quem aprova?
- Existe acesso temporário?
- O usuário continua em grupos antigos?
- Sistemas precisam ser ajustados?
Acesso deve acompanhar a função atual, não o histórico da pessoa.
Desligamento: acessos precisam sair junto com o colaborador
O desligamento é um dos momentos mais importantes do controle de acessos.
Quando uma pessoa sai da empresa, todos os acessos devem ser revisados e bloqueados.
Checklist de desligamento:
- Bloquear e-mail;
- Encerrar sessões ativas;
- Remover de grupos;
- Remover de Teams;
- Remover de SharePoint ou Google Drive;
- Bloquear VPN;
- Remover sistemas internos;
- Recolher equipamentos;
- Transferir arquivos corporativos;
- Remover licenças após preservação necessária;
- Trocar senhas compartilhadas, se existirem;
- Revisar acessos a ferramentas externas;
- Remover permissões administrativas;
- Documentar o processo.
Não basta recolher o notebook.
A vida digital do colaborador também precisa ser encerrada.
Acessos temporários precisam ter prazo
Fornecedores, consultores, freelancers, auditores e parceiros podem precisar acessar arquivos ou sistemas por um período.
O problema é quando o acesso temporário vira permanente.
Todo acesso temporário deve ter:
- Motivo;
- Responsável interno;
- Prazo;
- Permissões limitadas;
- Registro;
- Data de revisão;
- Remoção ao final.
Exemplo:
Um fornecedor precisa acessar uma pasta por 15 dias para um projeto. Após esse prazo, a permissão deve ser removida.
Acesso temporário sem prazo é risco.
Controle de dispositivos
Arquivos, sistemas e dados também podem ser acessados por dispositivos.
Por isso, a empresa precisa saber quais equipamentos acessam seu ambiente.
Isso inclui:
- Notebooks;
- Computadores;
- Celulares;
- Tablets;
- Equipamentos pessoais;
- Máquinas de fornecedores;
- Servidores;
- Dispositivos remotos.
Perguntas importantes:
- O dispositivo é corporativo?
- Tem senha?
- Está atualizado?
- Tem antivírus?
- Está no inventário?
- Pode acessar dados sensíveis?
- O que acontece se for perdido?
- O colaborador usa celular pessoal?
- O acesso pode ser removido remotamente?
- Existe política de BYOD?
Controle de acesso não é só usuário. Também envolve dispositivo.
Monitoramento de acessos
Além de definir permissões, a empresa precisa monitorar.
O monitoramento ajuda a identificar comportamentos suspeitos.
Exemplos:
- Tentativas de login fora do padrão;
- Acesso de local incomum;
- Falhas repetidas de senha;
- Download excessivo de arquivos;
- Compartilhamento externo inesperado;
- Login fora do horário;
- Criação de regras de e-mail suspeitas;
- Inclusão de usuário em grupo crítico;
- Alteração de permissões;
- Acesso de ex-colaborador;
- Uso de conta administrativa.
Monitoramento não precisa ser invasivo. Ele serve para proteger a empresa.
Sem monitoramento, muitos incidentes passam despercebidos.
Revisão periódica de acessos
A revisão de acessos deve fazer parte da rotina.
A empresa pode revisar mensalmente, trimestralmente ou conforme o nível de risco.
Itens para revisar:
- Usuários ativos;
- Ex-colaboradores;
- Grupos;
- Pastas compartilhadas;
- SharePoint;
- Google Drive;
- OneDrive;
- Teams;
- VPN;
- Sistemas internos;
- Administradores;
- Convidados externos;
- Contas compartilhadas;
- Links públicos;
- Licenças;
- Fornecedores.
A revisão deve responder:
- Essa pessoa ainda precisa desse acesso?
- Esse grupo ainda faz sentido?
- Esse convidado ainda participa do projeto?
- Esse link ainda deveria existir?
- Esse administrador ainda precisa dessa permissão?
Permissão sem revisão vira risco acumulado.
Documente as permissões
Documentação é essencial.
A empresa deve registrar:
- Quais grupos existem;
- Qual finalidade de cada grupo;
- Quem aprova acessos;
- Quais pastas são críticas;
- Quais sistemas existem;
- Quem são os administradores;
- Como solicitar acesso;
- Como remover acesso;
- Como revisar permissões;
- Quais acessos são temporários;
- Quais regras devem ser seguidas.
Sem documentação, o controle depende da memória das pessoas.
Com documentação, a empresa ganha continuidade.
Como solicitar acesso de forma segura
Toda solicitação de acesso deve seguir um processo.
Evite liberações por mensagens informais sem registro.
Um fluxo simples pode ser:
- Usuário ou gestor solicita acesso;
- Informa motivo;
- Informa sistema, pasta ou dado necessário;
- Gestor aprova;
- TI libera acesso;
- Ação é registrada;
- Usuário testa;
- Acesso entra na próxima revisão.
Esse processo evita liberações indevidas.
Também ajuda a empresa a entender por que aquele acesso existe.
Como remover acesso de forma segura
A remoção também precisa ter processo.
Exemplos de situações:
- Desligamento;
- Mudança de setor;
- Fim de projeto;
- Fim de contrato com fornecedor;
- Redução de permissões;
- Incidente de segurança;
- Revisão periódica.
A remoção deve ser registrada.
É importante confirmar que o acesso realmente foi retirado de todos os lugares necessários.
Em ambientes com muitos sistemas, bloquear apenas o e-mail não basta.
Erros comuns no controle de acessos
Liberar acesso amplo demais
Permitir acesso a tudo parece prático, mas aumenta o risco.
Não revisar permissões antigas
Pessoas mudam de função e continuam acessando dados antigos.
Manter ex-colaboradores ativos
Contas antigas são uma das maiores falhas de segurança.
Usar contas compartilhadas
A empresa perde rastreabilidade.
Não controlar links externos
Arquivos podem ficar expostos por muito tempo.
Não usar MFA
Senha sozinha aumenta o risco de invasão.
Não documentar
Sem registro, ninguém sabe por que o acesso foi concedido.
Não ter processo de aprovação
Acesso liberado sem aprovação pode gerar exposição.
Benefícios de controlar acessos corretamente
Mais segurança
Informações ficam disponíveis apenas para quem precisa.
Menos risco de vazamento
Arquivos sensíveis são melhor protegidos.
Mais organização
Usuários, grupos e permissões ficam claros.
Melhor produtividade
Colaboradores acessam o que precisam sem confusão.
Mais rastreabilidade
A empresa sabe quem acessou e quem pode acessar.
Menos risco no desligamento
Acessos são removidos com checklist.
Mais proteção para clientes
Dados de clientes ficam mais seguros.
Melhor gestão
A diretoria tem mais controle sobre informações críticas.
Como começar a controlar acessos na empresa
A empresa pode começar com um plano simples:
1. Liste sistemas e pastas importantes
Identifique onde estão os dados mais críticos.
2. Liste usuários ativos
Veja quem ainda trabalha na empresa e quem deveria ser removido.
3. Revise grupos
Organize acessos por setor ou função.
4. Remova ex-colaboradores
Bloqueie contas antigas e revise permissões.
5. Ative MFA
Priorize e-mail, sistemas críticos e administradores.
6. Revise compartilhamentos externos
Remova links e convidados sem necessidade.
7. Crie checklist de entrada e saída
Padronize o ciclo de vida dos usuários.
8. Documente permissões críticas
Registre quem aprova e quem acessa.
9. Treine a equipe
Explique por que não compartilhar senhas e como solicitar acesso.
10. Revise periodicamente
Controle de acesso é rotina contínua.
Como a Micros Curitiba pode ajudar sua empresa
A Micros Curitiba atua com suporte de TI para empresas em Curitiba, ajudando negócios a organizarem acessos, permissões, arquivos, sistemas e dados com mais segurança.
Podemos ajudar sua empresa com:
- Diagnóstico de acessos;
- Revisão de usuários;
- Controle de permissões;
- Organização de grupos;
- Microsoft 365;
- SharePoint;
- OneDrive;
- Teams;
- Google Workspace;
- Google Drive;
- MFA;
- Revisão de ex-colaboradores;
- Checklist de entrada e desligamento;
- Organização de arquivos;
- Controle de VPN;
- Firewall empresarial;
- Segurança da informação;
- Documentação técnica;
- Monitoramento;
- Suporte remoto e presencial;
- Manutenção preventiva;
- Terceirização de TI.
Nosso objetivo é ajudar sua empresa a saber quem acessa o quê, reduzir riscos e proteger dados importantes.
FAQ sobre controle de acessos
O que é controle de acessos?
É o conjunto de regras e processos que define quem pode acessar arquivos, sistemas, pastas, dados, dispositivos e recursos da empresa.
Por que controlar acessos é importante?
Porque reduz riscos de vazamento, exclusão indevida, fraudes, alterações não autorizadas e exposição de dados sensíveis.
Como saber quem tem acesso aos arquivos da empresa?
É necessário revisar permissões em servidores, SharePoint, OneDrive, Google Drive, Teams, sistemas internos e grupos de usuários.
O que fazer quando um colaborador sai?
A empresa deve bloquear contas, remover grupos, encerrar sessões, retirar VPN, revisar arquivos, recolher equipamentos e documentar o desligamento.
Todo acesso precisa de aprovação?
Sim. Acesso a arquivos, sistemas e dados deve ter motivo, responsável e aprovação, principalmente em áreas sensíveis como financeiro, RH e diretoria.
Conclusão: acesso sem controle é risco silencioso
Controlar quem acessa arquivos, sistemas e dados da empresa é uma das medidas mais importantes para proteger informações corporativas.
Muitas falhas de segurança começam com permissões antigas, acessos amplos demais, contas compartilhadas, links externos esquecidos ou ex-colaboradores ainda ativos.
A empresa precisa saber quem acessa o quê, por que acessa e até quando esse acesso deve existir.
Com grupos organizados, MFA, revisão periódica, checklist de entrada e desligamento, documentação e suporte técnico, o controle de acessos deixa de ser improvisado e passa a ser parte da segurança da empresa.
Se sua empresa não tem certeza de quem acessa arquivos, sistemas e dados importantes, fale com a Micros Curitiba.
WhatsApp: (41) 99138-6747
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